Por Larissa Molina
A desigualdade social acompanha o homem desde primórdios da sociedade. Não há capítulo histórico que não mostre o pobre sendo inferiorizado pela burguesia. A corte sempre existiu em contrapartida aos plebeus e aos escravos. Na Idade Média, em troca de condição de sobrevivência, os servos trabalhavam para os senhores feudais. Estava claro que não teriam possibilidade de evoluir, o servo nunca sairia da condição medíocre e o senhor feudal, seria sempre o senhor dos senhores.
Hoje, a política econômica que rege o mundo não é diferente. O Neoliberalismo afirma que a economia necessita do pobre e do miserável para que dependam do rico e assim, o façam desenvolver gradativamente.
Com esse modelo econômico em pauta é difícil acreditar em uma revolução histórica, em que a sociedade possa quebrar regras, extinguir barreiras e apagar as desigualdades sociais. Tudo porque não existe muita gente interessada em acabar com esse modelo, afinal, o senhor feudal tem que ser sempre... Senhor feudal.
São restritas as chances que o pobre tem para mudar a realidade dele. Se o caminho é a educação, o alcance dos estudos pela classe baixa é como observar um pacote de presente no topo dos Alpes.
A chance da juventude de classe baixa estudar está apenas nas salas de aulas de escolas estaduais, onde por diversas vezes faltam professores ocupando cadeiras ou então, a maioria dos educadores ministram matérias que não fez parte da formação superior dele. É como encontrar um professor de Língua Portuguesa, por exemplo, lecionando biologia. Ao encontro disso, os baixos salários são desestimulantes para os mestres. Não despertam o desejo de dedicação. Junto a isso, a evasão de alunos torna-se algo cada vez mais comum.
O governo precisa investir na educação; é o caminho para terminar com a desigualdade social. Não estou aqui fortalecendo a idéia de sermos comunistas, estou aqui exigindo, ou melhor, buscando despertar que todos os seres humanos têm o direito de viver e não apenas sobreviver, ou seja, o direito em participar dos eventos culturais, de ter conhecimento para estar ciente do meio em que vive e aprender a revolucionar, a defender os seus interesses. Bem... Talvez aí esteja o motivo pelo qual o governo não queira amenizar a desigualdade social. Pessoas sábias os questionam e impedem as malandragens por eles cometidas.
Larissa, ApdD.
ResponderExcluirNão sei se vais lembrar, mas sou o Joao Paulo de Iracemapolis. Viu, tenho visto alguns podcasts seus em algum canto e me interessei em saber se vc pega serviços de jornalismo em nivel freelancer. Me passe um email:
atendimento [arroba=15kg] joao-paulo.com
troque [arroba=15kg] po @.
Bjs e sucessos!