segunda-feira, 21 de junho de 2010

Velocidade e progresso

Por Larissa Molina


A internet no século XXI se tornou tão necessária no dia-a-dia como o lápis e o papel no passado. Com um computador em casa e uma linha de internet, é possível trazer o mundo para dentro do convívio residencial.

Apesar de muitos brasileiros ainda preocuparem-se em adquirir produtos sem antes vê-los e de não terem segurança com o pagamento, existem aqueles que se apoderam dos “carrinhos virtuais” e vão às compras, onde os descontos são bem mais atrativos do que aqueles encontrados em lojas convencionais. Além disso, é possível, confortavelmente sentado à poltrona, visitar diversos países, conhecer museus, aprofundar em assuntos e infiltrar-se em bibliotecas.

O Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio, agrada, mas deixa a desejar na questão da velocidade do serviço. Conveniente seria pensar na melhor qualidade do investimento. Se vieram das autoridades máximas deveriam ser de qualidade máxima.

Acesso à internet é informação, esta que gera conhecimento. Investir em banda larga significa trabalhar no desenvolvimento do país. Assim, comparado a outros, enquanto o Brasil desenvolve 512kbps (por segundo), os EUA desenvolvem 100mbps (por segundo). País que deseja ser de primeiro mundo deve agir como tal.

Numa sociedade em que tudo gera em torno de web, não há mais motivos para se pensar em baixa velocidade. Principalmente num mundo moderno em que as pessoas lutam cotidianamente para aproveitarem melhor o tempo que passa tão rápido, despercebido. Para o cidadão é conveniente não só banda larga, mas também velocidade.

Espera-se realmente ver o cumprimento das promessas, de se levar o acesso a lugares distantes e para populações de baixa renda. Que se esqueça agora o “jeitinho” brasileiro. A sociedade precisa de resultados.

O governo deve pensar em instituições de pesquisas para favorecer realmente a população brasileira na questão do Plano Nacional de Banda Larga. Todavia, não basta apenas abrir as portas para o conhecimento, é preciso que se pense na instrução dos cidadãos que não tiveram oportunidade de aprender a lidar com a tecnologia.

O alcance à total inclusão digital não deve ser utópico e nem visto de forma decepcionante como muitas atitudes tomadas por aqueles que assinam os projetos.

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