Por Larissa Molina
A desigualdade social acompanha o homem desde primórdios da sociedade. Não há capítulo histórico que não mostre o pobre sendo inferiorizado pela burguesia. A corte sempre existiu em contrapartida aos plebeus e aos escravos. Na Idade Média, em troca de condição de sobrevivência, os servos trabalhavam para os senhores feudais. Estava claro que não teriam possibilidade de evoluir, o servo nunca sairia da condição medíocre e o senhor feudal, seria sempre o senhor dos senhores.
Hoje, a política econômica que rege o mundo não é diferente. O Neoliberalismo afirma que a economia necessita do pobre e do miserável para que dependam do rico e assim, o façam desenvolver gradativamente.
Com esse modelo econômico em pauta é difícil acreditar em uma revolução histórica, em que a sociedade possa quebrar regras, extinguir barreiras e apagar as desigualdades sociais. Tudo porque não existe muita gente interessada em acabar com esse modelo, afinal, o senhor feudal tem que ser sempre... Senhor feudal.
São restritas as chances que o pobre tem para mudar a realidade dele. Se o caminho é a educação, o alcance dos estudos pela classe baixa é como observar um pacote de presente no topo dos Alpes.
A chance da juventude de classe baixa estudar está apenas nas salas de aulas de escolas estaduais, onde por diversas vezes faltam professores ocupando cadeiras ou então, a maioria dos educadores ministram matérias que não fez parte da formação superior dele. É como encontrar um professor de Língua Portuguesa, por exemplo, lecionando biologia. Ao encontro disso, os baixos salários são desestimulantes para os mestres. Não despertam o desejo de dedicação. Junto a isso, a evasão de alunos torna-se algo cada vez mais comum.
O governo precisa investir na educação; é o caminho para terminar com a desigualdade social. Não estou aqui fortalecendo a idéia de sermos comunistas, estou aqui exigindo, ou melhor, buscando despertar que todos os seres humanos têm o direito de viver e não apenas sobreviver, ou seja, o direito em participar dos eventos culturais, de ter conhecimento para estar ciente do meio em que vive e aprender a revolucionar, a defender os seus interesses. Bem... Talvez aí esteja o motivo pelo qual o governo não queira amenizar a desigualdade social. Pessoas sábias os questionam e impedem as malandragens por eles cometidas.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Velocidade e progresso
Por Larissa Molina
A internet no século XXI se tornou tão necessária no dia-a-dia como o lápis e o papel no passado. Com um computador em casa e uma linha de internet, é possível trazer o mundo para dentro do convívio residencial.
Apesar de muitos brasileiros ainda preocuparem-se em adquirir produtos sem antes vê-los e de não terem segurança com o pagamento, existem aqueles que se apoderam dos “carrinhos virtuais” e vão às compras, onde os descontos são bem mais atrativos do que aqueles encontrados em lojas convencionais. Além disso, é possível, confortavelmente sentado à poltrona, visitar diversos países, conhecer museus, aprofundar em assuntos e infiltrar-se em bibliotecas.
O Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio, agrada, mas deixa a desejar na questão da velocidade do serviço. Conveniente seria pensar na melhor qualidade do investimento. Se vieram das autoridades máximas deveriam ser de qualidade máxima.
Acesso à internet é informação, esta que gera conhecimento. Investir em banda larga significa trabalhar no desenvolvimento do país. Assim, comparado a outros, enquanto o Brasil desenvolve 512kbps (por segundo), os EUA desenvolvem 100mbps (por segundo). País que deseja ser de primeiro mundo deve agir como tal.
Numa sociedade em que tudo gera em torno de web, não há mais motivos para se pensar em baixa velocidade. Principalmente num mundo moderno em que as pessoas lutam cotidianamente para aproveitarem melhor o tempo que passa tão rápido, despercebido. Para o cidadão é conveniente não só banda larga, mas também velocidade.
Espera-se realmente ver o cumprimento das promessas, de se levar o acesso a lugares distantes e para populações de baixa renda. Que se esqueça agora o “jeitinho” brasileiro. A sociedade precisa de resultados.
O governo deve pensar em instituições de pesquisas para favorecer realmente a população brasileira na questão do Plano Nacional de Banda Larga. Todavia, não basta apenas abrir as portas para o conhecimento, é preciso que se pense na instrução dos cidadãos que não tiveram oportunidade de aprender a lidar com a tecnologia.
O alcance à total inclusão digital não deve ser utópico e nem visto de forma decepcionante como muitas atitudes tomadas por aqueles que assinam os projetos.
A internet no século XXI se tornou tão necessária no dia-a-dia como o lápis e o papel no passado. Com um computador em casa e uma linha de internet, é possível trazer o mundo para dentro do convívio residencial.
Apesar de muitos brasileiros ainda preocuparem-se em adquirir produtos sem antes vê-los e de não terem segurança com o pagamento, existem aqueles que se apoderam dos “carrinhos virtuais” e vão às compras, onde os descontos são bem mais atrativos do que aqueles encontrados em lojas convencionais. Além disso, é possível, confortavelmente sentado à poltrona, visitar diversos países, conhecer museus, aprofundar em assuntos e infiltrar-se em bibliotecas.
O Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio, agrada, mas deixa a desejar na questão da velocidade do serviço. Conveniente seria pensar na melhor qualidade do investimento. Se vieram das autoridades máximas deveriam ser de qualidade máxima.
Acesso à internet é informação, esta que gera conhecimento. Investir em banda larga significa trabalhar no desenvolvimento do país. Assim, comparado a outros, enquanto o Brasil desenvolve 512kbps (por segundo), os EUA desenvolvem 100mbps (por segundo). País que deseja ser de primeiro mundo deve agir como tal.
Numa sociedade em que tudo gera em torno de web, não há mais motivos para se pensar em baixa velocidade. Principalmente num mundo moderno em que as pessoas lutam cotidianamente para aproveitarem melhor o tempo que passa tão rápido, despercebido. Para o cidadão é conveniente não só banda larga, mas também velocidade.
Espera-se realmente ver o cumprimento das promessas, de se levar o acesso a lugares distantes e para populações de baixa renda. Que se esqueça agora o “jeitinho” brasileiro. A sociedade precisa de resultados.
O governo deve pensar em instituições de pesquisas para favorecer realmente a população brasileira na questão do Plano Nacional de Banda Larga. Todavia, não basta apenas abrir as portas para o conhecimento, é preciso que se pense na instrução dos cidadãos que não tiveram oportunidade de aprender a lidar com a tecnologia.
O alcance à total inclusão digital não deve ser utópico e nem visto de forma decepcionante como muitas atitudes tomadas por aqueles que assinam os projetos.
domingo, 4 de abril de 2010
Gestos que nos marcam
Como agradecimento por uma reportagem, hoje recebi flores e chocolates
Certo dia, observei Juarez José da Silva que passava pelas ruas da cidade espalhando sorrisos e recebendo outros. Entrou em seu Corcel 2 – Corcel Two, como ele mesmo diz – e muitos gritaram, sorrindo, o nome dele.
Logo percebi que ele era a pessoa perfeita para ser apresentada na página de perfil do jornal, a personalidade dele teria de ser apresentada detalhadamente ao público.
Marquei a entrevista. Foram duas horas de conversa, duas horas de aprendizagem e muitas risadas.
Hoje eu acordei com uma entrega em meu portão. Como símbolo de agradecimento, recebi um buquê de rosas e uma cesta com chocolates e uma bonequinha de pano. Na roupa dela, os dizeres: "Você é especial". De quem? De Juarez José da Silva e família.
Se pequenos gestos nos marcam para eternidade, grandes gestos como esse, nos marcam além da vida.
Estou grata porque hoje meu coração de jornalista recebeu uma nova marca.
Logo percebi que ele era a pessoa perfeita para ser apresentada na página de perfil do jornal, a personalidade dele teria de ser apresentada detalhadamente ao público.
Marquei a entrevista. Foram duas horas de conversa, duas horas de aprendizagem e muitas risadas.
Hoje eu acordei com uma entrega em meu portão. Como símbolo de agradecimento, recebi um buquê de rosas e uma cesta com chocolates e uma bonequinha de pano. Na roupa dela, os dizeres: "Você é especial". De quem? De Juarez José da Silva e família.
Se pequenos gestos nos marcam para eternidade, grandes gestos como esse, nos marcam além da vida.
Estou grata porque hoje meu coração de jornalista recebeu uma nova marca.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Diário de uma repórter inexperiente I
Quando se escreve, o capítulo de nossa vida não se apaga.
Não adianta querer esconder da chuva, repórter que está na luta, tem que ser molhar.
O editor disse:
- Há caramujos infestando alguns terrenos abandonados. Vai nesses lugares e entrevista os vizinhos do local!
Do lado de fora da redação, houve um estrondo. Trovão! Um pensamento:
- Caramba! Estava sol até agora.
Bem no sentido coloquial, caía de balde.
O fotógrafo correu no carro, destravou-o para evitar que eu tomasse muita chuva.
Entrei no carro com o vestido de viscolycra respigado por gotas de chuva. Em segundos, minha piadinha infame:
- Meu óculos não tem para-brisa!
Resolvemos bater na casa dos vizinhos dos lotes. A chuva caía, mas já era bem menos.
- Bom... É melhor esperar um pouco, por precaução.
Acatei a ideia, mesmo sabendo que havia um guarda-chuva em minha bolsa. Bem... Um guarda-chuva pela metade. Estava quebrado!
Ora, ora, um repórter não pode andar sem um bloco de anotações (que vive rasurado... Só o dono entende!), uma caneta (que decide falhar nos melhores momentos), uma máquina fotográfica (com a bateria bem carregada, por favor), um gravador, celular, garrafa de água e um guarda-chuva EM ORDEM!
Eu e o fotográfo ficamos no carro, jogando conversa fora, até os pingos diminuírem. Foi aí que decidi descer com meu "super" guarda-chuva e bater palma na casa a minha frente.
Já ouviram falar em Lei de Murphy? Diga-me um repórter que nunca viveu a Lei de Murphy.
A chuva deixou de ser chuva para se tornar um toró. Bati na casa, tentando equilibrar o guarda-chuva no pescoço. Quando virei as costas, desistindo de ficar sob nuvens carregadas e não de esperar a porta da casa se abrir, escuto uma uma voz entremeada a tempestade:
- Pois não?
- Oi, eu sou do Jornal e vim fazer uma matéria a respeito dos caramujos.
- Oi bem, não estou ouvindo.
Lá vai minha garganta berrar.
- Quer entrar?
Só faltou eu gritar: Pleaseeeeeeeee!
Aquela senhora descarregou todos os caramujos que estavam em sua garganta. Digo, as reclamações a respeitos dos caramujos nojentos (como ela mesmo os chamou).
E o fotógrafo, fez a parte dele.
Saímos novamente na rua. A chuva já estava parando, mas insistia em não respeitar meu guarda-chuva e autografar minha caderneta.
O fotógrafo continuou a fazer o trabalho dele.
Finalmente voltamos à redação. As fotos foram jogadas no computador e mostrada ao editor que logo exclama:
- Mas quem é essa velhinha que saiu no fundo da foto? Ainda bem que ela ficou bem no fundo, pequena e desfocada.
- Não é uma velhinha! É a Larissa...
Oooooooppppssss!!!!
Não adianta querer esconder da chuva, repórter que está na luta, tem que ser molhar.
O editor disse:
- Há caramujos infestando alguns terrenos abandonados. Vai nesses lugares e entrevista os vizinhos do local!
Do lado de fora da redação, houve um estrondo. Trovão! Um pensamento:
- Caramba! Estava sol até agora.
Bem no sentido coloquial, caía de balde.
O fotógrafo correu no carro, destravou-o para evitar que eu tomasse muita chuva.
Entrei no carro com o vestido de viscolycra respigado por gotas de chuva. Em segundos, minha piadinha infame:
- Meu óculos não tem para-brisa!
Resolvemos bater na casa dos vizinhos dos lotes. A chuva caía, mas já era bem menos.
- Bom... É melhor esperar um pouco, por precaução.
Acatei a ideia, mesmo sabendo que havia um guarda-chuva em minha bolsa. Bem... Um guarda-chuva pela metade. Estava quebrado!
Ora, ora, um repórter não pode andar sem um bloco de anotações (que vive rasurado... Só o dono entende!), uma caneta (que decide falhar nos melhores momentos), uma máquina fotográfica (com a bateria bem carregada, por favor), um gravador, celular, garrafa de água e um guarda-chuva EM ORDEM!
Eu e o fotográfo ficamos no carro, jogando conversa fora, até os pingos diminuírem. Foi aí que decidi descer com meu "super" guarda-chuva e bater palma na casa a minha frente.
Já ouviram falar em Lei de Murphy? Diga-me um repórter que nunca viveu a Lei de Murphy.
A chuva deixou de ser chuva para se tornar um toró. Bati na casa, tentando equilibrar o guarda-chuva no pescoço. Quando virei as costas, desistindo de ficar sob nuvens carregadas e não de esperar a porta da casa se abrir, escuto uma uma voz entremeada a tempestade:
- Pois não?
- Oi, eu sou do Jornal e vim fazer uma matéria a respeito dos caramujos.
- Oi bem, não estou ouvindo.
Lá vai minha garganta berrar.
- Quer entrar?
Só faltou eu gritar: Pleaseeeeeeeee!
Aquela senhora descarregou todos os caramujos que estavam em sua garganta. Digo, as reclamações a respeitos dos caramujos nojentos (como ela mesmo os chamou).
E o fotógrafo, fez a parte dele.
Saímos novamente na rua. A chuva já estava parando, mas insistia em não respeitar meu guarda-chuva e autografar minha caderneta.
O fotógrafo continuou a fazer o trabalho dele.
Finalmente voltamos à redação. As fotos foram jogadas no computador e mostrada ao editor que logo exclama:
- Mas quem é essa velhinha que saiu no fundo da foto? Ainda bem que ela ficou bem no fundo, pequena e desfocada.
- Não é uma velhinha! É a Larissa...
Oooooooppppssss!!!!
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