segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sobre educação e desigualdade social

Por Larissa Molina

A desigualdade social acompanha o homem desde primórdios da sociedade. Não há capítulo histórico que não mostre o pobre sendo inferiorizado pela burguesia. A corte sempre existiu em contrapartida aos plebeus e aos escravos. Na Idade Média, em troca de condição de sobrevivência, os servos trabalhavam para os senhores feudais. Estava claro que não teriam possibilidade de evoluir, o servo nunca sairia da condição medíocre e o senhor feudal, seria sempre o senhor dos senhores.

Hoje, a política econômica que rege o mundo não é diferente. O Neoliberalismo afirma que a economia necessita do pobre e do miserável para que dependam do rico e assim, o façam desenvolver gradativamente.

Com esse modelo econômico em pauta é difícil acreditar em uma revolução histórica, em que a sociedade possa quebrar regras, extinguir barreiras e apagar as desigualdades sociais. Tudo porque não existe muita gente interessada em acabar com esse modelo, afinal, o senhor feudal tem que ser sempre... Senhor feudal.

São restritas as chances que o pobre tem para mudar a realidade dele. Se o caminho é a educação, o alcance dos estudos pela classe baixa é como observar um pacote de presente no topo dos Alpes.

A chance da juventude de classe baixa estudar está apenas nas salas de aulas de escolas estaduais, onde por diversas vezes faltam professores ocupando cadeiras ou então, a maioria dos educadores ministram matérias que não fez parte da formação superior dele. É como encontrar um professor de Língua Portuguesa, por exemplo, lecionando biologia. Ao encontro disso, os baixos salários são desestimulantes para os mestres. Não despertam o desejo de dedicação. Junto a isso, a evasão de alunos torna-se algo cada vez mais comum.

O governo precisa investir na educação; é o caminho para terminar com a desigualdade social. Não estou aqui fortalecendo a idéia de sermos comunistas, estou aqui exigindo, ou melhor, buscando despertar que todos os seres humanos têm o direito de viver e não apenas sobreviver, ou seja, o direito em participar dos eventos culturais, de ter conhecimento para estar ciente do meio em que vive e aprender a revolucionar, a defender os seus interesses. Bem... Talvez aí esteja o motivo pelo qual o governo não queira amenizar a desigualdade social. Pessoas sábias os questionam e impedem as malandragens por eles cometidas.

Velocidade e progresso

Por Larissa Molina


A internet no século XXI se tornou tão necessária no dia-a-dia como o lápis e o papel no passado. Com um computador em casa e uma linha de internet, é possível trazer o mundo para dentro do convívio residencial.

Apesar de muitos brasileiros ainda preocuparem-se em adquirir produtos sem antes vê-los e de não terem segurança com o pagamento, existem aqueles que se apoderam dos “carrinhos virtuais” e vão às compras, onde os descontos são bem mais atrativos do que aqueles encontrados em lojas convencionais. Além disso, é possível, confortavelmente sentado à poltrona, visitar diversos países, conhecer museus, aprofundar em assuntos e infiltrar-se em bibliotecas.

O Plano Nacional de Banda Larga, lançado em maio, agrada, mas deixa a desejar na questão da velocidade do serviço. Conveniente seria pensar na melhor qualidade do investimento. Se vieram das autoridades máximas deveriam ser de qualidade máxima.

Acesso à internet é informação, esta que gera conhecimento. Investir em banda larga significa trabalhar no desenvolvimento do país. Assim, comparado a outros, enquanto o Brasil desenvolve 512kbps (por segundo), os EUA desenvolvem 100mbps (por segundo). País que deseja ser de primeiro mundo deve agir como tal.

Numa sociedade em que tudo gera em torno de web, não há mais motivos para se pensar em baixa velocidade. Principalmente num mundo moderno em que as pessoas lutam cotidianamente para aproveitarem melhor o tempo que passa tão rápido, despercebido. Para o cidadão é conveniente não só banda larga, mas também velocidade.

Espera-se realmente ver o cumprimento das promessas, de se levar o acesso a lugares distantes e para populações de baixa renda. Que se esqueça agora o “jeitinho” brasileiro. A sociedade precisa de resultados.

O governo deve pensar em instituições de pesquisas para favorecer realmente a população brasileira na questão do Plano Nacional de Banda Larga. Todavia, não basta apenas abrir as portas para o conhecimento, é preciso que se pense na instrução dos cidadãos que não tiveram oportunidade de aprender a lidar com a tecnologia.

O alcance à total inclusão digital não deve ser utópico e nem visto de forma decepcionante como muitas atitudes tomadas por aqueles que assinam os projetos.